Archive for the 'Contos Infantis' Category

Avó sorridente

A Avó da menina do Capuchinho Vermelho deixou de ter medo do lobo no dia em que ligou a sua casa à central de alarmes. Depois só tinha de ter cuidado e não abrir a porta a estranhos.

Menina distraída

A menina do capuchinho vermelho estava apaixonada por um menino da sua classe e andava muito distraída. Por isso, quando a Mãe lhe pediu que levasse uns bolinhos à Avó, saiu disparada, sem pensar que ia ter de atravessar uma densa floresta e, eventualmente, deparar-se com o Lobo Mau, esquecendo-se assim do GPS e da fisga. Por puro acaso até levou o telemóvel, mas como não tinha rede, quando deu conta que estava perdida, não conseguiu ligar nem à Mãe, nem à Avó, nem ao Lobo Mau e ficaram todos muito baralhados, sem saber o que fazer. Eram 22h quando o Lobo Mau a encontrou, a dormitar debaixo de uma árvore, com a barriga cheia de bolinhos. Como já era muito tarde para ir comer a Avó (e além disso, já tinha jantado e não tinha muita fome), o lobo decidiu levá-la para casa. A Mãe agradeceu muito e telefonou depois à Avó que ficou muito contente por saber que a menina estava bem, mas muito chateada por ter ficado sem bolinhos.

Menina das tranças

Quase toda a gente achava que a Inês era muito parecida com a Pipi das Meias Altas. Mas a Inês sabia que isso acontecia porque tinha duas tranças espetadas, sardas e usava umas meias engraçadas. Às vezes punha-se a pensar como seria se fosse baixinha, com cabelos pretos e corresse com os braços abertos: toda a gente a acharia parecida com a Heidi. Ou se fosse loira, baixinha e com bigode: toda a gente a acharia parecida com o Asterix. Ou se fosse verde, flatulento, com mau hálito e nariz de batata: toda a gente a acharia parecida com o Shrek. Assim, sempre que se punha a pensar nessas coisas, a Inês ficava contente por ter duas tranças espetadas, sardas e usar meias engraçadas.

Branca de neve, a cuidadosa

A Branca de Neve disse ao anãozinho que não tinha de se preocupar que já tinha lido o livro e sabia que não podia abrir a porta à velhinha que iria aparecer com uma linda maçã. O anãozinho explicou-lhe que a bruxa era sábia, certamente que também já tinha lido o livro e que iria tentar outro truque. Combinaram então que a menina não abriria a porta a ninguém, velho ou novo, a vender enciclopédias ou fruta, feio ou bonito, alto ou baixo. E foi assim que neste mundo alternativo a bruxa nunca conseguiu envenenar a Branca de Neve e os 7 anões tiveram de dormir na rua no dia em que se esqueceram das chaves.

Bela Adormecida

A menina que adorava dormir

Sonhou que era a bela adormecida

E ninguém a conseguiu impedir

De dormir 100 anos de seguida.