Archive for the 'Colher de sopa' Category

Piratas sorridentes

 

O Miguel e o Jorge estavam presos numa ilha deserta, infestada de tubarões, mas não se ralavam nada. Apanhavam banhos de sol, comunicavam via skype com a família que os ia visitar aos fins de semana e ainda tinham descoberto um tesouro cheio de gelados mágicos, que nunca se derretiam, com milhares de sabores. Ao domingo jogavam futebol e comiam mangas e bananas. Conseguem imaginar melhor vida?

Miguel sorridente

O Miguel gostava de nadar na praia em frente da sua casa, mas esta estava infestada de tubarões e piranhas. Então, lembrou-se de vestir o seu fato de jogador da selecção: sabia que assim vestido as piranhas e os tubarões nem o tentariam apanhar, dado que todos torciam pela mesma selecção e um adepto de uma equipa nunca come outro adepto da mesma equipa. É uma questão moral básica, não é?

Ups!

Num belo dia de sol, dois irmãos navegavam nos mares profundos, até que encontraram uma ilha. Infelizmente encontraram também uma piranha e um tubarão que os convidaram para uma corrida. Apesar de desconfiados, aceitaram. Foi um jogo duro, em que a piranha acabou por vencer. O tubarão ficou chateado, amuou e comeu-a. Os irmãos tiveram de fazer muitas cócegas na barriga do tubarão, para este deixar sair a pobre da piranha. No fim do dia foram jogar à macaca para a ilha e deixaram o tubarão ganhar.

Laura e as estrelas

A Laura gostava muito da noite, porque era de noite que o céu se cobria de estrelas. E Laura gostava muito da presença brilhante e silenciosa das estrelas. Assim, antes de ir para a cama, corria sempre para o ponto mais alto do seu jardim, para desejar boa noite àqueles pontinhos no céu. Levava consigo o seu cãozinho fiel. Ficavam uns segundos a contemplar o firmamento, e sentiam-se em paz e muito felizes. Sempre que viam estrelas cadentes pediam desejos. Sempre que viam pirilampos o cãozinho pensava que eram estrelas pequeninas. Sempre que a Mãe fazia ovos estrelados, recusavam-se a comê-los, por solidariedade com as estrelas.

Dia de chuva


A Marta adorava chuva. Aproveitava os dias de temporal para dar longos passeios, jogava à macaca debaixo de violentas intempéries e sempre que chovia tentava convencer os Pais a fazer um pic-nic. Quando cresceu comprou um impermeável novo e foi viver para Inverness, onde se tornou designer de chapéus de chuva.

Meninas sorridentes à chuva

A Maria e a Marta estavam fartas de estar em casa a ver chuva pela janela e foram para a rua encará-la de frente e pisar poças de lama. Aproveitaram para estrear o guarda-chuva que a Maria tinha recebido nos anos. Só que afinal não era um guarda-chuva: era um guarda-sol, que não achou piada nenhuma a ficar todo encharcado e passou o (mau) tempo todo a reclamar. Quando regressaram a casa viram que o pobre chapéu de sol estava muito constipado e meteram-no na cama, depois de lhe terem oferecido um chá quente e uma colherada de mel.

A menina e o porquinho

A Maria gostava do porco Proco porque o porco Proco gostava de tomar banho depois de se rebolar na lama. O porco Proco gostava da Maria porque a Maria gostava de se rebolar na lama antes de tomar banho.