Piratas sorridentes

 

O Miguel e o Jorge estavam presos numa ilha deserta, infestada de tubarões, mas não se ralavam nada. Apanhavam banhos de sol, comunicavam via skype com a família que os ia visitar aos fins de semana e ainda tinham descoberto um tesouro cheio de gelados mágicos, que nunca se derretiam, com milhares de sabores. Ao domingo jogavam futebol e comiam mangas e bananas. Conseguem imaginar melhor vida?

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Pirata do circo

O Vasco tinha um grande problema: gostava muito de peixes dentuças, de praia, de ir ao circo e adorava filmes de piratas. Assim, não conseguia perceber muito bem qual era a sua vocação. Um dia, depois de muito pensar, descobriu: ia ser domador de piranhas. E lá foi ele meter mãos à obra. Pouco tempo depois deu o seu primeiro espectáculo na praia, onde apareceram muitos meninos que viram as piranhas dentuças do Vasco fazer coisas inimagináveis, tais como dar triplos mortais e nadar costas. O Vasco vestiu-se de pirata para dar mais ambiente. No fim comeram algodão doce como num bom circo e as piranhas puseram  um nariz de palhaço e contaram umas boas piadas.

Avó sorridente

A Avó da menina do Capuchinho Vermelho deixou de ter medo do lobo no dia em que ligou a sua casa à central de alarmes. Depois só tinha de ter cuidado e não abrir a porta a estranhos.

Hulk

O Pedro gostava imenso de se transformar em Hulk sempre que bebia chá de menta. Ficava verde, poderoso, despenteado e com umas calças roxas. Os rapazes da turma temiam-no e as miúdas adoravam a sua faceta selvagem.

O Hulk gostava imenso de se transformar em Pedro sempre que bebia chá de tília. Ficava cor-de-rosa, magricelas, penteado e com óculos. Os rapazes da turma aproveitavam para lhe tentar bater, mas as miúdas protegiam-no e adoravam a sua faceta intelectual.

Miguel sorridente

O Miguel gostava de nadar na praia em frente da sua casa, mas esta estava infestada de tubarões e piranhas. Então, lembrou-se de vestir o seu fato de jogador da selecção: sabia que assim vestido as piranhas e os tubarões nem o tentariam apanhar, dado que todos torciam pela mesma selecção e um adepto de uma equipa nunca come outro adepto da mesma equipa. É uma questão moral básica, não é?

Menina muito sorridente

A Rita gostava da vida, porque sim.

“Paz e amor” eram o seu lema,

Nada para ela era um problema,

E a sua alegria não tinha fim.

Menina distraída

A menina do capuchinho vermelho estava apaixonada por um menino da sua classe e andava muito distraída. Por isso, quando a Mãe lhe pediu que levasse uns bolinhos à Avó, saiu disparada, sem pensar que ia ter de atravessar uma densa floresta e, eventualmente, deparar-se com o Lobo Mau, esquecendo-se assim do GPS e da fisga. Por puro acaso até levou o telemóvel, mas como não tinha rede, quando deu conta que estava perdida, não conseguiu ligar nem à Mãe, nem à Avó, nem ao Lobo Mau e ficaram todos muito baralhados, sem saber o que fazer. Eram 22h quando o Lobo Mau a encontrou, a dormitar debaixo de uma árvore, com a barriga cheia de bolinhos. Como já era muito tarde para ir comer a Avó (e além disso, já tinha jantado e não tinha muita fome), o lobo decidiu levá-la para casa. A Mãe agradeceu muito e telefonou depois à Avó que ficou muito contente por saber que a menina estava bem, mas muito chateada por ter ficado sem bolinhos.